A síndrome do primeiro passo

23 de novembro de 2018

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Olá! Eu me chamo Rogério Gonçalves e esse é o meu primeiro post nesse blog!

Aqui nós vamos falar sobre design, marketing digital, tecnologia, inovação, inspiração e crescimento pessoal. Mas antes de qualquer coisa, será que vamos falar realmente sobre tudo isso? Hoje eu quero conversar com você sobre a “síndrome” que me fez demorar 4 anos para escrever esse post.

Resumindo a minha história, desde criança eu gostava muito de riscar, desenhar, destruir e construir coisas. Me recordo do meu primeiro “canvas”,  foi o forro em mdf de uma gaveta, onde eu fazia muito rabisco, mas muito mesmo, hehe. Todos os dias eu esfregava o giz de cera naquele forro de gaveta sem saber muito bem onde chegar, mas com uma ambição muito clara, fazer bagunça! Nessa época eu não tentava ser criativo, simplesmente era, e nessa honrosa missão de bagunçar, eu adorava comprar carrinhos pra desmontar e quem sabe montá-los de novo. Eu adorava ver como as coisas funcionavam por dentro e também tinha uma paixão viciante por figurinhas, cards e tazos. Como toda criança dos anos 90 eu só queria assistir Dragon Ball e brincar na rua.

Até aqui tudo bem né? segue o barco…

Cheguei ao Ens. Médio e descobri que eu odiava futebol, não só pelo esporte que eu achava chato, mas por não conseguir fazer amizade com as pessoas que jogavam. Na classe sempre tem aquele que não joga futebol, eu era esse cara. E aqui a vida me da aquele tapinha nas costas e fala baixinho no meu ouvido –Bem vindo a vida adulta! hahaha. Hoje percebo que nesse período eu até tentei, mas por ser algo que não fazia parte do meu cotidiano, e que eu não tinha habilidade, simplesmente travei e decidi que futebol não era pra mim, eu tenho o direito de não gostar de futebol, mas o fato aqui é que eu gostava de esportes, só não sabia praticar, e aqui vem o primeiro aprendizado sobre a síndrome:

Para um passo para frente, dois passos para traz.

Quando entendi que eu não sabia de tudo, e que algumas coisas na vida não se resolviam com giz de cera eu entendi que estava na hora de aprender algo novo e difícil, e nessa busca encontrei algo que eu achava muito mais legal do que futebol, o basquete. E aqui nasce a minha primeira paixão pelo esporte, depois de treinar muito, de jogar muito, apanhar muito e assistir muitos vídeos no Youtube, eu me senti um jogador de basquete, não era o Kobe Bryant, mas me senti o cara, e era isso que importava. Depois de muitosmuito” eu tinha me desenvolvido.

Veja só: Esse foi um desafio bobo, e talvez não chegue nem perto do seu desafio, mas hoje,  quando eu fico paralisado, eu tento imaginar como eu resolveria esse problema se tivesse aquela cabeça de criança onde praticamente nada era impossível. O nosso futuro é construído pelos nossos fracassos e sucessos. Resta a gente se dar a oportunidade de fracassar para quem sabe acertar e ter sucesso.

Qual foi a última vez que você sentiu um frio na barriga? sentiu medo de fazer algo diferente? Qual foi a última vez que você andou para trás para pegar impulso?

Fracassar é uma escolha?

Eu conheço muita gente que não fracassa, é sério. Conheço gente que não passa perrengue, que não sente esse friozinho na barriga, e cara, essas pessoas, elas não são ricas, elas não tem a vida ganha, elas apenas decidiram ficar longe da linha do perigo, elas decidiram! Ninguém aponta uma arma pra você e te obriga a não seguir um sonho, ninguém! Ou seja, decisões são a única coisa que nos permitem viver o que outras pessoas não vivem.

O poder de decisão é um milagre à parte.

E eu não culpo essas pessoas, porque ao cérebro humano, o certo seria ficar bem longe dessa fronteira, aquele friozinho na barriga incomoda, é chato sentir aquilo.

Mas é nesse momento que o primeiro passo vira um primeiro salto. A acomodação automática do ser humano vai tornando cada vez mais difícil a decisão do primeiro passo.

Ou seja, O fracasso é parte fundamental do sucesso, sem o fracasso não existiria sucesso.

O seu primeiro passo

Ontem assisti a uma entrevista do Steve Jobs, e foi essa entrevista que me motivou obrigou a terminar esse artigo. Jobs talvez não era a pessoa mais capacitada para criar um computador na sua época. E ao seu redor várias empresas já faziam milagres com circuitos integrados, a IBM, Xerox e HP já eram gigantes do mercado. Mas ele sabia que tinha algo de especial para oferecer as pessoas. E foi essa idéia fixa que o levou onde até onde nos sabemos. Talvez se alguém mais pé no chão tivesse dado-o um toque – Cara! É loucura criar um computador em casa, as empresas grandes já estão fazendo isso, pense em outra coisa!.  A Apple que a gente conhece nunca teria existido.

Foque naquilo que só você tem, naquela idéia que você acredita. É clichê falar de propósito hoje em dia. Mas existe um motivo para que se fale tanto nisso, é porque ele existe, e é difícil de encontrar.

A Síndrome do primeiro passo infelizmente é real. Para acabar com ela precisamos identificar o sentimento que nos impede de seguir e buscar um propósito que seja maior do que esse sentimento.

 

Obrigado por ler 🙂 Valeu! 

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